A Itália está dividida em 20 regiões
e, antes da sua conquista pelos romanos, muitas delas tinham um substrato linguístico (língua de menor poder de influência do que outra) diferente do das outras regiões. No norte predominava o substrato celta (origem indo-europeia), o
ligúrico e o vêneto. Ao centro, o etrusco, e no sul, itálicos e
gregos. Isso contribuiu para uma multiplicidade no modo de falar o
latim (língua do império romano).
Devido à longa história de separação em pequenos
estados e à colonização por potências estrangeiras como Espanha, França e
Áustria-Hungria, que a Itália sofreu entre a queda do Império Romano do
Ocidente e sua unificação, em 1861, houve um ampla oportunidade de
variação linguística. A maioria dos Estados, no entanto, usava a língua
colonial como oficial ou o latim, no caso dos Estados italianos
independentes, como o Vaticano.
A síntese de uma língua
italiana a partir de vários dialetos foi o objetivo principal da vida do
escritor, poeta e senador, Alessandro Manzoni (1785-1873), natural de Milão.
Ele buscava a construção de uma língua nacional derivada do vernáculo de Florença,
que ganhou prestígio desde que Dante Alighieri usou tal dialeto em sua
obra A Divina Comédia (séc. XIV). Manzoni utilizou tal língua no seu romance I
promessi sposi (em português, Os noivos).
A expressão "dialetos
italianos" não é exata dado que eles não se originam do italiano padrão,
mas diretamente do latim falado, frequentemente chamado de latim
vulgar. Foi o italiano que se formou a partir dos dialetos e não o contrário. Até os anos 1950, os dialetos permaneceram como línguas comuns
da população; com o crescimento progressivo da alfabetização, a norma culta da língua se tornou, gradualmente, a língua oficial.
(com base em texto da wikipedia)

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