sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Fontana di Trevi


     A Fontana di Trevi (em português, Fonte de Trevi) é a maior e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália, localizada no rione (bairro) Trevi e foi encomendada pelo papa Urbano VIII em 1629. Suas dimensões são de 26 metros de altura por 20 metros de largura. Está encostada na fachada do Palazzo Poli. Situada no cruzamento de três ruas (em italiano, tre vie), marcava o ponto final de um antigo aqueduto, o Acqua Vergine, que abastecia a cidade de Roma.
        Foi no ano de 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, que técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a cerca de 22 km da cidade e, a partir dela, a água foi levada pelo menor aqueduto de Roma diretamente para os banheiros do cônsul romano, Marco Vispanio Agripa, servindo à cidade por mais de 400 anos. 
     Com a invasão dos godos durante as Guerras Góticas, os aquedutos foram destruídos obrigando os romanos a se abastecerem de água proveniente de poços poluídos e da pouca água do rio Tibre (Tevere) que também recebia os esgotos da cidade. O antigo hábito romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que levava a água para a cidade foi retomado no Renascimento (século XV). 
     Em 1453, o papa Nicolau II determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto do arquiteto humanista Leon Battista Alberti. O papa Urbano VIII considerou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou ao arquiteto Gianlorenzo Bernini alguns desenhos, porém, com a morte do papa, o projeto foi abandonado. A última contribuição deste arquiteto foi reposicioná-la do outro lado da praça para que o papa pudesse vê-la e admirá-la da sua janela. Embora, parte do projeto de Bernini tenha sido abandonada, a fonte contém alguns desenhos de sua concepção. Após várias restaurações e redesenhos, o monumento foi concluído em 1762.
     É uma tradição para os turistas atirar, de costas, uma moeda na fonte para que retorne à Roma. Em 2016, foram recolhidos cerca de um milhão e meio de euros que foram empregados em projetos de beneficência.
     O monumento também serviu de cenário para alguns filmes entre os quais o do diretor e roteirista italiano, Federico Fellini, em La dolce vita, lançado, em 1960, quando os atores Marcello Mastroianni (italiano) e Anita Ekberg (sueca) contracenam nas águas da fonte.

(com base em fonte da wikipedia)

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