quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Turim: a primeira capital da Itália

    Numa região predominantemente rural como o Piemonte, situada na margem esquerda do rio Pó e rodeada pelos Alpes, nos surpreendemos em encontrar uma cidade tão majestosa e ao mesmo tempo tão industrializada como Turim. Nas suas ruas pode-se respirar cultura e história, além de ter sido a cidade pioneira do progresso italiano. Os seus museus de arte, os seus restaurantes, as suas igrejas, os seus palácios, os seus parques e os seu jardins lembram a riqueza e a prosperidade da qual desfruta há muito tempo.
     A capital do Piemonte foi fundada, aproximadamente no século III a. C., pelo Império Romano, sendo batizada de Julia Augusta Taurinorum (Julia Augusta dos Taurinos) e, logo após, passou a se chamar simplesmente Taurinorum para, finalmente, ter o nome atual: Torino, ou Turim (em português) ou Turin (em piemontês). Conquistada pelos bizantinos, lombardos e francos após séculos de domínio romano, a partir de 1559 foi capital do reino de Saboia ou Savoia (uma das mais antigas famílias nobres europeias existentes desde o século X no território de Borgonha, atualmente, localizada no sul-sudeste da França). Foi também capital do Reino da Sardenha estado que existiu entre 1297 a 1861. A partir deste ano, até 1865, foi capital do reino da Itália. 
     É a quarta maior cidade do país, estando apenas atrás de Roma, Milão e Nápoles. É sede da FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), fundada em 1899, por Giovanni Agnelli e também da Juventus Football Club, desde 1897, conhecida como A Velha Senhora (em italiano, La Vecchia Signora). Em 1934 e 1990, participou como cidade-sede da Copa do Mundo promovida pela FIFA e, em 2006, os Jogos Olímpicos de Inverno foram realizados nesta cidade.
     Seu símbolo é a Mole Antonelliana, construída entre 1863 e 1897, projetada pelo arquiteto  Alessandro Antonelli, de onde provém seu nome. Uma estrutura de alvenaria de 167 metros de altura que deveria ser uma sinagoga. Mole em italiano significa obra de grande envergadura. Tal edifício abriga o Museu Nacional de Cinema Italiano composto em seu acervo de máquinas óticas pré-cinematográficas, provenientes dos sets dos primeiros filmes italianos. 
     É também em Turim que se encontra o Santo Sudário que, de tempos em tempos é exposto à visitação na Catedral da cidade.


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