terça-feira, 17 de setembro de 2019

Sicília: a maior ilha do Mediterrâneo


Uma das maiores ilhas do Mediterrâneo, separada da Calábria pelo estreito de Messina, possui apenas três quilômetros de largura. No extremo leste está o Etna, um dos vulcões ativos mais altos da Europa.
Devido à sua posição geográfica, a ilha sempre teve um papel de importância nos eventos históricos que o Mediterrâneo protagonizou. Localiza-se perto do "dedo" da "bota" da península e sofreu muitas invasões ao longo dos séculos, de diversos povos, assim como toda a Itália. A ilha cuja capital é Palermo e também foi chamada de Magna Grécia por ter sido colonizada na Antiguidade pelos gregos, em 280 a.C, colonização essa que se estendeu até outras regiões da península, já que os gregos provinham de uma Grécia caracterizada pelo relevo montanhoso e o excesso de população. Para eles, a península parecia se estender infinitamente. Fundaram algumas cidades como Agrigento, Siracusa, Nápoles, Ísquia, Cumas, Crotona, Tarento, entre outras. A invasão de diversos povos deixou em seu território resquícios de muitas civilizações.
Além dos gregos, também os normandos – antigo povo germânico que se estabeleceu no norte da França e cuja aristocracia descendia em grande parte dos vikings da Escandinávia – ocuparam a Sicília. Durante o Império Romano do Ocidente, os cartaginenses ou fenícios, que ocupavam o norte da África disputaram o poder durante um século em três conflitos denominados pelos romanos de Guerras Púnicas, pois Punici deriva do latim Poenici. 
A história da ilha também se reflete em lugares como o Vale dos Templos, devido à herança arquitetônica grega em 7 templos monumentais em estilo dórico, e os mosaicos bizantinos originários do Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla também conhecida como Bizâncio. Tais mosaicos localizados na parte térrea da Cappella Platina, antiga capela real na capital ilustram os atos dos apóstolos. Os árabes também iniciaram incursões na ilha a partir de 827, e sua arte e ciência continuaram a ser influentes na Sicília durante quase dois séculos.
Considerada uma região autônoma, a ilha abriga uma enorme quantidade de praias e belezas naturais. Uma das mais belas é a de San Vito lo Capo onde é possível praticar esportes aquáticos. A de Isola Bella é a prova de que o país é reduto de um verdadeiro paraíso muito pouco encontrado em outros lugares do mundo. San Lorenzo, situada aproximadamente 40km de Siracusa, cidade fundada pelos gregos, possui um mar que mais parece uma enorme piscina de tão transparente. A praia de Scopello é a mais ideal para a prática de esportes e conta com um azul do mar envolvente em uma atmosfera encantadora. Calamosche situa-se na região sudoeste da ilha e possui um mar transparente, areia muito limpa e com boa infraestrutura e tranquilidade, ainda que o acesso a ela não seja fácil. Localizada nas proximidades de Taormina, na província de Messina, a praia de Letojanni, cuja água do mar é um pouco gelada, proporciona também bons momentos para quem gosta de relaxar em meio a uma paisagem de tirar o fôlego.

baseados nas fontes de wikipedia, dicasdaitalia.com.br/2016/04/praias-em-sicilia.html.

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