sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Para viagens.
Para auxiliar na obtenção de cidadania.
Exames de língua instrumental para Mestrado e Doutorado em qualquer área.
Ou mesmo por hobby.

Aprendizado da norma culta da língua, italiano do dia a dia, expressões idiomáticas e dialetais, além de cultura em geral do país como música, pintura, escultura, teatro, cinematografia, literatura, história e geografia.


Professora Maria Clara Azedo formada em Letras (Português /Italiano) pela Uerj com Especialização em Língua italiana e tradução, além de ter frequentado o curso regular do Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro e curso de Tradução e Versão.
Aulas particulares ou para grupos, na Zona Sul do Rio. Contatos: 21 994826474 (WhatsApp) e pelo email mariaclaraazedo@terra.com.br



Tiramisù : o doce italiano mais famoso


O tiramisù (em dialeto vêneto, tirame-sù e em italiano, tirami su, de tira+mi+su: "levanta-me" ou "puxa-me para cima", assim chamado por ser muito energético) é uma sobremesa tipicamente italiana, possivelmente originária da cidade de Treviso, na região do Vêneto, cuja capital é Veneza, e que consiste em camadas de biscoitos champagne, também denominado de biscoitos tipo inglês ou palitos à la reine (item que pode ser substituído por pão-de-ló) embebidas em café (confeiteiros/as profissionais geralmente dão preferência ao uso do café solúvel tipo Nescafé, por ele permitir maior precisão no controle da receita), entremeadas por um creme à base de queijo mascarpone — queijo cremoso feito com leite de vaca, de coloração bege —, creme de leite fresco, ovos, açúcar, vinho do tipo Marsala e polvilhadas com cacau em pó. Mas a receita original comporta muitas variações.
Há diversas hipóteses sobre a origem do doce italiano mais famoso. Uns a localizam no século XX, após a Segunda Guerra Mundial, na cidade de Treviso, no restaurante "Da Alfredo", a primeira casa do grupo "Torlà". O nome viria da sobremesa energética usada para revigorar os boêmios, especialmente os das noitadas dos bordéis do Vêneto. No entanto, o próprio restaurante não confirma sua criação. Outra possibilidade é que tenha sido criado no restaurante "Le Beccherie", também em Treviso, no início dos anos 1950. Existe, porém, outra versão de que o doce é originário de Florença, capital da região Toscana, num banquete em homenagem a Cosme III de Médici (1642/1723) quando foi chamado de " Zuppa del Duca".

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Sicília: a maior ilha do Mediterrâneo


Uma das maiores ilhas do Mediterrâneo, separada da Calábria pelo estreito de Messina, possui apenas três quilômetros de largura. No extremo leste está o Etna, um dos vulcões ativos mais altos da Europa.
Devido à sua posição geográfica, a ilha sempre teve um papel de importância nos eventos históricos que o Mediterrâneo protagonizou. Localiza-se perto do "dedo" da "bota" da península e sofreu muitas invasões ao longo dos séculos, de diversos povos, assim como toda a Itália. A ilha cuja capital é Palermo e também foi chamada de Magna Grécia por ter sido colonizada na Antiguidade pelos gregos, em 280 a.C, colonização essa que se estendeu até outras regiões da península, já que os gregos provinham de uma Grécia caracterizada pelo relevo montanhoso e o excesso de população. Para eles, a península parecia se estender infinitamente. Fundaram algumas cidades como Agrigento, Siracusa, Nápoles, Ísquia, Cumas, Crotona, Tarento, entre outras. A invasão de diversos povos deixou em seu território resquícios de muitas civilizações.
Além dos gregos, também os normandos – antigo povo germânico que se estabeleceu no norte da França e cuja aristocracia descendia em grande parte dos vikings da Escandinávia – ocuparam a Sicília. Durante o Império Romano do Ocidente, os cartaginenses ou fenícios, que ocupavam o norte da África disputaram o poder durante um século em três conflitos denominados pelos romanos de Guerras Púnicas, pois Punici deriva do latim Poenici. 
A história da ilha também se reflete em lugares como o Vale dos Templos, devido à herança arquitetônica grega em 7 templos monumentais em estilo dórico, e os mosaicos bizantinos originários do Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla também conhecida como Bizâncio. Tais mosaicos localizados na parte térrea da Cappella Platina, antiga capela real na capital ilustram os atos dos apóstolos. Os árabes também iniciaram incursões na ilha a partir de 827, e sua arte e ciência continuaram a ser influentes na Sicília durante quase dois séculos.
Considerada uma região autônoma, a ilha abriga uma enorme quantidade de praias e belezas naturais. Uma das mais belas é a de San Vito lo Capo onde é possível praticar esportes aquáticos. A de Isola Bella é a prova de que o país é reduto de um verdadeiro paraíso muito pouco encontrado em outros lugares do mundo. San Lorenzo, situada aproximadamente 40km de Siracusa, cidade fundada pelos gregos, possui um mar que mais parece uma enorme piscina de tão transparente. A praia de Scopello é a mais ideal para a prática de esportes e conta com um azul do mar envolvente em uma atmosfera encantadora. Calamosche situa-se na região sudoeste da ilha e possui um mar transparente, areia muito limpa e com boa infraestrutura e tranquilidade, ainda que o acesso a ela não seja fácil. Localizada nas proximidades de Taormina, na província de Messina, a praia de Letojanni, cuja água do mar é um pouco gelada, proporciona também bons momentos para quem gosta de relaxar em meio a uma paisagem de tirar o fôlego.

baseados nas fontes de wikipedia, dicasdaitalia.com.br/2016/04/praias-em-sicilia.html.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Turim: a primeira capital da Itália

    Numa região predominantemente rural como o Piemonte, situada na margem esquerda do rio Pó e rodeada pelos Alpes, nos surpreendemos em encontrar uma cidade tão majestosa e ao mesmo tempo tão industrializada como Turim. Nas suas ruas pode-se respirar cultura e história, além de ter sido a cidade pioneira do progresso italiano. Os seus museus de arte, os seus restaurantes, as suas igrejas, os seus palácios, os seus parques e os seu jardins lembram a riqueza e a prosperidade da qual desfruta há muito tempo.
     A capital do Piemonte foi fundada, aproximadamente no século III a. C., pelo Império Romano, sendo batizada de Julia Augusta Taurinorum (Julia Augusta dos Taurinos) e, logo após, passou a se chamar simplesmente Taurinorum para, finalmente, ter o nome atual: Torino, ou Turim (em português) ou Turin (em piemontês). Conquistada pelos bizantinos, lombardos e francos após séculos de domínio romano, a partir de 1559 foi capital do reino de Saboia ou Savoia (uma das mais antigas famílias nobres europeias existentes desde o século X no território de Borgonha, atualmente, localizada no sul-sudeste da França). Foi também capital do Reino da Sardenha estado que existiu entre 1297 a 1861. A partir deste ano, até 1865, foi capital do reino da Itália. 
     É a quarta maior cidade do país, estando apenas atrás de Roma, Milão e Nápoles. É sede da FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), fundada em 1899, por Giovanni Agnelli e também da Juventus Football Club, desde 1897, conhecida como A Velha Senhora (em italiano, La Vecchia Signora). Em 1934 e 1990, participou como cidade-sede da Copa do Mundo promovida pela FIFA e, em 2006, os Jogos Olímpicos de Inverno foram realizados nesta cidade.
     Seu símbolo é a Mole Antonelliana, construída entre 1863 e 1897, projetada pelo arquiteto  Alessandro Antonelli, de onde provém seu nome. Uma estrutura de alvenaria de 167 metros de altura que deveria ser uma sinagoga. Mole em italiano significa obra de grande envergadura. Tal edifício abriga o Museu Nacional de Cinema Italiano composto em seu acervo de máquinas óticas pré-cinematográficas, provenientes dos sets dos primeiros filmes italianos. 
     É também em Turim que se encontra o Santo Sudário que, de tempos em tempos é exposto à visitação na Catedral da cidade.


Festival de Sanremo




     Considerado um dos mais importantes eventos musicais da Itália, e talvez da Europa, o festival de Sanremo (em italiano, Festival della Canzone Italiana), é realizado, sem interrupção, desde 1951, antes mesmo da chegada da televisão à Itália, em 1955. Apesar de a premiação propriamente dita ter começado em 1951, a história do festival se iniciou cinco anos antes, em 1946, idealizado pelo floricultor Amilcare Rambaldi (a cidade de Sanremo, situada na região da Ligúria, ao norte do país, vivia, à época, do cultivo das flores). No entanto, seu idealizador encontrou uma série de dificuldades, e o projeto não foi aceito de imediato. A retomada do planejamento do festival deu-se por iniciativa do diretor do Casinò di Sanremo, Pier Busseti, e um grande colaborador foi o maestro da RAI (Rádio Televisão Italiana), Giulio Razzi.

     Transmitido ao vivo pela TV estatal, é realizado durante cinco dias no mês de fevereiro, e a cidade atrai jornalistas, fãs e fofoqueiros de profissão para apreciar ou criticar a boa música, e tudo vira notícia: desde o refrão de uma música, até a dor de garganta de um cantor ou o vestido dos apresentadores do evento.

     Em 1958, o vencedor foi Domenico Modugno que conquistou o mundo com os versos de "Volare" ou "Nel blu dipinto di blu".

     Anteriormente, realizado no palco do Teatro Ariston, a partir de 1977 passou a ser no Casinò di Sanremo, o cassino da cidade. Grandes personalidades — inclusive brasileiras — como Roberto Carlos, junto com Sergio Endrigo, venceu o festival em 1968, com uma melancólica versão de "Canzone per te". Outros nomes de fama internacional como Louis Armstrong e Ray Charles também participaram do festival.

Grandes intérpretes da música italiana como Lucio Dalla, Milla Pizzi, Adriano Celetano, Georgia, Laura Pausini e Eros Ramazzotti, dentre outros, foram vencedores do festival, e Zucchero e Vasco Rossi, mesmo não ganhando na competição, conquistaram o público, passando a lotar os estádios italianos a cada show.



(baseado em texto do site Centro Cultural Brasil Itália: www.ccbi.com.br)

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Fontana di Trevi


     A Fontana di Trevi (em português, Fonte de Trevi) é a maior e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália, localizada no rione (bairro) Trevi e foi encomendada pelo papa Urbano VIII em 1629. Suas dimensões são de 26 metros de altura por 20 metros de largura. Está encostada na fachada do Palazzo Poli. Situada no cruzamento de três ruas (em italiano, tre vie), marcava o ponto final de um antigo aqueduto, o Acqua Vergine, que abastecia a cidade de Roma.
        Foi no ano de 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, que técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a cerca de 22 km da cidade e, a partir dela, a água foi levada pelo menor aqueduto de Roma diretamente para os banheiros do cônsul romano, Marco Vispanio Agripa, servindo à cidade por mais de 400 anos. 
     Com a invasão dos godos durante as Guerras Góticas, os aquedutos foram destruídos obrigando os romanos a se abastecerem de água proveniente de poços poluídos e da pouca água do rio Tibre (Tevere) que também recebia os esgotos da cidade. O antigo hábito romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que levava a água para a cidade foi retomado no Renascimento (século XV). 
     Em 1453, o papa Nicolau II determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto do arquiteto humanista Leon Battista Alberti. O papa Urbano VIII considerou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou ao arquiteto Gianlorenzo Bernini alguns desenhos, porém, com a morte do papa, o projeto foi abandonado. A última contribuição deste arquiteto foi reposicioná-la do outro lado da praça para que o papa pudesse vê-la e admirá-la da sua janela. Embora, parte do projeto de Bernini tenha sido abandonada, a fonte contém alguns desenhos de sua concepção. Após várias restaurações e redesenhos, o monumento foi concluído em 1762.
     É uma tradição para os turistas atirar, de costas, uma moeda na fonte para que retorne à Roma. Em 2016, foram recolhidos cerca de um milhão e meio de euros que foram empregados em projetos de beneficência.
     O monumento também serviu de cenário para alguns filmes entre os quais o do diretor e roteirista italiano, Federico Fellini, em La dolce vita, lançado, em 1960, quando os atores Marcello Mastroianni (italiano) e Anita Ekberg (sueca) contracenam nas águas da fonte.

(com base em fonte da wikipedia)

A Itália e seus dialetos


     A Itália está dividida em 20 regiões e, antes da sua conquista pelos romanos, muitas delas tinham um substrato linguístico (língua de menor poder de influência do que outra) diferente do das outras regiões. No norte predominava o substrato celta (origem indo-europeia), o ligúrico e o vêneto. Ao centro, o etrusco, e no sul, itálicos e gregos. Isso contribuiu para uma multiplicidade no modo de falar o latim (língua do império romano). 
     Devido à longa história de separação em pequenos estados e à colonização por potências estrangeiras como Espanha, França e Áustria-Hungria, que a Itália sofreu entre a queda do Império Romano do Ocidente e sua unificação, em 1861, houve um ampla oportunidade de variação linguística. A maioria dos Estados, no entanto, usava a língua colonial como oficial ou o latim, no caso dos Estados italianos independentes, como o Vaticano.
     A síntese de uma língua italiana a partir de vários dialetos foi o objetivo principal da vida do escritor, poeta e senador, Alessandro Manzoni (1785-1873), natural de Milão. Ele buscava a construção de uma língua nacional derivada do vernáculo de Florença, que ganhou prestígio desde que Dante Alighieri usou tal dialeto em sua obra A Divina Comédia (séc. XIV). Manzoni utilizou tal língua no seu romance I promessi sposi (em português, Os noivos).
     A expressão "dialetos italianos" não é exata dado que eles não se originam do italiano padrão, mas diretamente do latim falado, frequentemente chamado de latim vulgar. Foi o italiano que se formou a partir dos dialetos e não o contrário. Até os anos 1950, os dialetos permaneceram como línguas comuns da população; com o crescimento progressivo da alfabetização, a norma culta da língua se tornou, gradualmente, a língua oficial.  

(com base em texto da wikipedia)